Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

O pacifista improvável

  • 333

reuters

Juan Manuel Santos não foi sempre um candidato óbvio ao Nobel da Paz – e menos óbvio se tornou no início deste mês, quando a população colombiana chumbou um acordo de paz com as FARC que parecia demasiado brando para com os guerrilheiros. Certo é que desde o início da carreira política que o presidente colombiano, nascido numa família influente e poderosa na política do país, “nunca se afastou do caminho que leva ao palácio presidencial” – mesmo quando isso o envolveu em graves crises diplomáticas e escândalos nos ministérios que liderou. Ele garante que “só quer fazer o que está certo” – a paz será o objetivo, “até ao último dia da presidência”. Esta sexta-feira, soube o mundo, o Nobel da Paz foi mesmo para ele

Quem acompanhou com atenção os anos imediatamente anteriores à primeira eleição de Juan Manuel Santos como presidente da Colômbia dificilmente preveria que esta sexta-feira o Nobel da Paz iria parar às mãos do político colombiano. O motivo para a distinção foi o seu esforço para alcançar um acordo de paz com as FARC, 52 anos depois de o conflito ter começado; mas a verdade é que só nos últimos anos, nos dois mandatos como presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos começou a cultivar uma imagem pacífica.

A história do atual presidente começa em Bogotá, Colômbia, há 65 anos. Estávamos em agosto de 1951 e nascia Juan Manuel Santos, no seio de uma das mais poderosas e influentes famílias do país, tanto na política como nos media nacionais. Era o início de uma história previsível, diz quem conhece a história e carreira de Santos, ele que “nunca se afastou muito do caminho que leva ao palácio presidencial”, conforme relata o jornal “Colombia Reports”.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)