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A pianista que não o quis ser — mas é a melhor do mundo

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Depois de anos sem atuar em Lisboa, Martha Argerich sobe esta sexta-feira ao palco da Gulbenkian. Pretexto para falar desta artista secreta e genial que em junho fez 75 anos

Não é fácil falar dela. Não só por ser quase impossível falar com ela — são raras as entrevistas que deu ao longo da sua carreira — mas porque qualquer forma textual de a descrever fica aquém da dimensão que a sua personalidade adquire quando se senta ao piano. Nessa situação, disse o também pianista Stephen Kovacevich, com quem foi casada nos anos 70, Martha Argerich é Mercúrio, se Mercúrio fosse capaz de tocar.

Ou uma “bola de fogo”, como explicou o maestro Antonio Pappano, com tudo o que isso tem de volátil, belo e perigoso. É também aquela que os músicos da sua geração, numa unanimidade exasperante, consideram 'a melhor'. A mais dotada, a mais criativa, a mais imprevisível. “Por vezes, tocar com ela pode ser irritante, mas é, mesmo assim, a experiência mais marcante do mundo”, corroborou o violoncelista Mischa Maisky.

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