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O líder caiu e o PSOE a cair está

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reuters

O secretário-geral demitiu-se, mas os socialistas espanhóis ainda estão longe de saber como vão descalçar a bota da sua própria crise

Luís M. Faria

Jornalista

“Estamos num barco sem rumo e sem comandante e dentro de poucos meses podemos estar sem marinheiros e sem barco.” A frase foi dita ontem ao jornal “Tribuna de Valladolid” por Óscar Puente, o presidente (alcaide) dessa cidade (que por acaso nem sequer tem mar). Puente referia-se à situação do Partido Socialista Operário Espanhol, o PSOE, cujo secretário-geral, Pedro Sánchez, acaba de se demitir. Uma sondagem publicada esta segunda-feira no diário ABC dá aos socialistas um resultado inacreditavelmente baixo se houvesse agora eleições: 68 deputados, contra os atuais 85 obtidos nas eleições do passado junho, e que já foram o pior resultado de sempre do PSOE.

“Essas sondagens são muito otimistas se nos dão sessenta e tal deputados, parece-me uma maravilha”, acrescenta Puente. “A ver como nos apresentamos a umas eleições nesta situação de absoluta debilidade, quem nos vai representar”. O alcaide lamenta que neste momento o seu partido não tenha condições para se opor a nada que lhe exija o Partido Popular, seu grande rival. “O PP agora pedirá o que quiser, não apenas a abstenção [para permitir que Mariano Rajoy seja reempossado primeiro-ministro com maioria relativa no parlamento] mas também que lhe apoiem o orçamento. Esta é a situação em que alguns deixaram o PSOE”.

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