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Vou gritar os meus problemas

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Quando gravou o primeiro álbum do projeto Bon Iver, “For Emma, Forever Ago”, Justin Vernon encontrava-se na cabana de caça do seu pai, no Wisconsin, isolado no mundo e no ambiente ideal para escrever canções de amor. Desde então, muita coisa – sobretudo, muita coisa que ele não desejava – se passou: Vernon tocou pelo mundo, colaborou com artistas famosos, passou a ser reconhecido e temeu perder a autenticidade que o caracterizava. Uma forte depressão depois, Vernon está de volta ao projeto que lhe trouxe a fama – traz consigo sintetizadores, uma voz distorcida e novos riscos porque para se sentir bem a lançar algo novo no mundo “tinha de ser algo radical” (e tanto fãs como críticos lhe agradecem por isso)

Se cada álbum tivesse uma história associada, a de “22, A Million”, o novo álbum dos Bon Iver, escrevia-se assim: “Era uma vez um músico que ficou famoso por acaso. Depois de aproveitar os primeiros tempos de sucesso e glória, fartou-se e decidiu ir até às ilhas gregas com a esperança de se reinventar. Alguns ataques de pânico depois, percebeu que tinha de fazer duas coisas: consultar um médico para tratar a depressão que sofria e lançar-se a um novo álbum completamente diferente dos anteriores”.

A história dos anos mais recentes da vida de Justin Vernon, a cara e a alma dos Bon Iver, resume-se assim em jeito de sinopse, mas há um ponto a esclarecer aqui: é que se nos álbuns anteriores Vernon, refugiado na cabana de caça do seu pai, no Wisconsin, cantava sobre o seu coração partido e pensava ter encontrado a cura, com “22, A Million” o músico, vocalista e compositor ganhou uma nova consciência do lugar da música na sua vida: ela não o cura porque a tristeza é “um rio sem fim” (e na verdade, esse rio traz-nos algumas das melhores experiências que já saíram da voz, do piano, da guitarra e sobretudo dos sintetizadores de Vernon).

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