Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Quem sabe de política diz que a vitória de Hillary conta pouco

  • 333

UM SORRISO OU NEM TANTO. Hillary Clinton e Donald Trump no fim do primeiro debate entre os dois candidatos à presidência

epa

Sondagens indicam que Hillary Clinton venceu o debate desta segunda-feira, mas especialistas ouvidos pelo Expresso explicam que isso terá pouco impacto nos resultados eleitorais de 8 de novembro. A percentagem de indecisos é baixa e o eleitorado é tradicionalmente muito rígido nos Estados Unidos, onde não existe praticamente centro político e o partidarismo é extremo. “Nem que o candidato seja o Rato Mickey...”

Julian Zelizer, professor na Universidade de Princeton, aconselha cautela à candidatura democrata, defendendo não ser claro que o resultado do debate tenha qualquer impacto nos resultados eleitorais.

A percentagem de indecisos é baixa, pouco mais de 10%, o que faz com que nesta altura “exista bastante rigidez do eleitorado que já não irá mudar até ao sufrágio”, disse Zelizer ao Expresso.

Este analista recorda o que aconteceu há quatro anos, quando o republicano Mitt Romney arrasou Barack Obama no primeiro debate, pulando para a frente das sondagens, com 5% de vantagem. O então candidato democrata conseguiria recuperar nos duelos seguintes e conquistar a reeleição.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)

  • Perante a acusação de que o brutal corte de impostos que propõe ia beneficiar os mais ricos, Trump respondeu: “Os ricos vão criar imensos postos de trabalho. Vão expandir as empresas. (...) Eles estão a deixar o nosso país e, acreditem ou não, estão a deixá-lo por que os impostos são muito altos.” Usou, contra o aumento de impostos para os mais ricos, defendido por Hillary no debate, os mesmíssimos argumentos que por cá se estão a usar. Mas não é apenas nos impostos que se revela o espírito do tempo que os populistas tão bem condensam. Ao longo da primeira parte do debate, Trump Conseguiu resumir, no seu discurso aparentemente incoerente, todo o problema da lógica empresarial aplicada à governação: ela não inclui, como ele deixou sempre bem claro, qualquer tipo de ética política. A busca do bem da comunidade resume-se a multiplicar dinheiro. De resto, é quase amoral. Se consegues escapar aos impostos és esperto, se aproveitas abusivamente as leis cumpres o teu dever para contigo e para com a empresa. Seja como for, fazes o que tens de fazer e por isso és bom. O problema de transformarmos os homens do dinheiro em oráculos políticos das Nações, como fazemos nos dias que correm, é que a amoralidade do capitalismo deixa de ter os freios morais que o impedem de se autodestruir e, bem mais importante, de nos destruir. E não é preciso que o homem do dinheiro seja Donald Trump

  • Quem ganhou o primeiro debate presidencial?

    Maioria dos eleitores que assistiram ao vivo ao primeiro frente a frente entre Donald Trump e Hillary Clinton — e muitos internautas — dizem que a ex-secretária de Estado saiu vitoriosa do combate verbal

  • Donald Trump e o maior dos conflitos de interesses

    Ao longo de meses, o historial de fraudes, dívidas e negócios arriscados e falhados do magnata do imobiliário tem sido dissecado pelos media. Mas há um caso que ainda não ganhou tração e que, dizem especialistas, representa um risco enorme para os contribuintes americanos

  • Donald, as mulheres e “ela”

    Os candidatos republicano e democrata à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump e Hillary Clinton, respetivamente, maltrataram-se durante 90 minutos. Um moderador pouco interventivo prejudicou o primeiro debate entre ambos

  • Muitas acusações, alguns apartes, nenhuma simpatia

    Hillary apresentou-se como a candidata experiente e responsável que conhece os assuntos e não vai assustar os aliados dos EUA, Trump como o outsider que trará a mudança necessária a uma América farta de decadência. O primeiro debate entre os candidatos presidenciais nos EUA não trouxe nada de imprevisível, inesperado ou incontrolado, antes confirmou aquilo que os americanos sabem deles