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“As mulheres muçulmanas são um alvo fácil dos governos”

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ANÁLISE. Ashleigh Keill, quinta-feira passada, em entrevista ao Expresso na Universidade Católica

josé caria

As mulheres muçulmanas foram as mais recentes vítimas da perseguição dos Estados ocidentais à liberdade das minorias religiosas. A proibição do uso de burquíni nas praias francesas é uma das faces mais visíveis do problema. Mas não é a única

Cristina Pombo

Cristina Pombo

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Jornalista

José Caria

José Caria

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Fotojornalista

Ashleigh Keall é doutoranda na Faculty of Laws da University College de Londres. Esteve em Lisboa por ocasião do ciclo de conferências “Law in the age of balancing”, da Faculdade de Direito da Universidade Católica, para apresentar a sua tese sobre véu islâmico e o direito constitucional à liberdade religiosa.

A proibição de uso do véu islâmico ou do burquíni poderá ter consequências negativas na integração social das mulheres muçulmanas?
Se uma mulher sente que deve usar um niqab para sair à rua e lhe é dito que não o poderá fazer, o mais provável é que decida ficar em casa, em vez de sair sem as vestes islâmicas. Mulheres entrevistadas em França disseram: ‘Pedi ao meu marido que levasse os nossos filhos à praia. Já não sou bem-vinda, não posso lá voltar’. Não é preciso muito para se perceber que medidas como esta vão condená-las a um maior isolamento social. Se encararmos o niqab como um símbolo de opressão, bani-lo será contrário ao projeto de criação de uma sociedade assente na igualdade de géneros. Estas leis e políticas têm um impacto negativo. Tentemos integrar estas mulheres, interagir mais com elas, garantindo-lhes acesso à educação e ao mercado de trabalho.

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