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A Canastra e a Caixeira: duas amigas unidas pelo crime e pelo mesmo amante

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ILUSTRAÇÃO Retrato-robô de Maria Alves e Maria Amélia

ILUSTRAÇÃO joão roberto

Esta é a história de Maria Alves e de Maria Amélia, amigas inseparáveis na atividade criminosa e nos amores pelo mesmo Romeu. Ficaram conhecidas pelas alcunhas “Canastra” e “Caixeira”, foram presas mais de 40 vezes ao longo da sua vida e enganaram vítimas e polícias com as suas inúmeras identidades falsas e falinhas mansas. Este é o terceiro capítulo da segunda temporada da série “Crime à Segunda”

Anabela Natário

Anabela Natário

texto

Jornalista

João Roberto

João Roberto

ilustração

Motion designer

A história de Maria Alves, “a Canastra”, só se consegue contar juntando-lhe a de Maria Amélia, “a Caixeira”, e vice-versa. Durante perto de uma vintena de anos, as duas mulheres viveram juntas, amadureceram, protegeram-se, zangaram-se, viajaram pelo país, enganaram a polícia, partilharam alegrias e tristezas, furtos e roubos, dinheiro, celas de prisão e… o mesmo amante.

A Canastra e a Caixeira… É mais fácil designá-las pelas alcunhas, já que se diziam uma Maria diferente cada vez que lhes perguntavam o nome — Maria Rosa, Maria Amália, Maria Lopes, Maria da Conceição, só para mencionar alguns. Maria Alves e Maria Amélia são, no entanto, os mais usados pela polícia, pelos jornais e livros, quando se referem às “gatunas amigas” que se conheceram contavam pouco mais de 20 anos de idade, portanto, antes de 1888, data em que começaram a somar inscrições no livro negro da polícia civil e no registo criminal.

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