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A ironia da fuga de Bachmann

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O líder do movimento anti-imigração Pegida fugiu para as Canárias por estar a ser vítima de “perseguição” na Alemanha. Condenado em maio por chamar “gado” e “escumalha” aos refugiados que têm pedido asilo na Europa, o alemão de 43 anos parece ter sentido na pele o que as dezenas de milhares de pessoas do Médio Oriente e África sentem e que as leva a fugir para cá. Mas isso não desmonta a sua retórica. Nada indica que vá desaparecer das marchas de segunda-feira que o seu movimento organiza desde 2014 em Dresden. Mesmo que desaparecesse, já cumpriu o seu papel: ajudar a extrema-direita a ultrapassar Angela Merkel no seu próprio círculo eleitoral e garantir que, daqui a um ano, a AfD entra em força no Bundestag — cada vez mais uma inevitabilidade

Diz-se por estes dias que Lutz Bachmann está a viver em Tenerife. Diz a imprensa, aquela que o alemão de 43 anos considera “mentirosa”. Esta quinta-feira, o jornal “Sächsische Zeitung” avançou que o líder do mais poderoso movimento xenófobo da Alemanha está a viver com a mulher nas Canárias desde maio, fugido da “perseguição” no seu país.

Em poucas horas, a notícia disseminou-se na internet e foi replicada por vários jornais europeus, quase todos com uma variação da mesma ideia: a “ironia” de que o cofundador do movimento anti-imigração Europeus Patrióticos contra a Islamização do Ocidente (Pegida) tornou-se um imigrante refugiado em Espanha por causa de “perseguição política”.

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