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A independência segue dentro de momentos

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NACIONALISMO. Arnaldo Otegi, líder EHBildu (esquerda independentista) num comício em Gexto, perto de Bilbau prometeu “a primeira República basca e de esquerda

Questões económicas e sociais suplantam o separatismo na campanha. Isso vê-se até no discurso do Partido Nacionalista Basco e do separatista Euskal Herria Bildu, os mais cotados nas sondagens para as eleições regionais de domingo.

Pedro Cordeiro

Pedro Cordeiro

texto e fotos, enviado ao País Basco

Íñigo Urkullu chega à Praça de Santo Domingo, em Vitoria, capital do País Basco, à hora marcada. Não há muita gente a assistir, mas o lehendakari (chefe do governo regional) nem por isso perde a compostura. Em basco e, depois, em castelhano, fala da aposta nas smart cities, cidades inteligentes. Promete reduzir o desemprego para valores abaixo dos 10% e destaca a necessidade de apoiar as pequenas e médias empresas.

Em dez minutos de discurso, sem querer responder a jornalistas, o candidato do Partido Nacionalista Basco (PNV) não profere expressões como “independência”, “direito a decidir” ou autodeterminação. Atende, porém, os cidadãos que se lhe dirigem, dando palavras de alento a uma mulher que se queixa da dificuldade em encontrar emprego.

Urkullu governa a região desde 2012, ano em que pôs cobro ao único intervalo (que durava desde 2009) em que o seu partido não esteve no poder, sozinho ou coligado. Discreto e sereno, é acima de tudo um homem pragmático.

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