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“O Alzheimer não é um problema de remédios, é um problema social”

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No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, assinalado esta quarta-feira, o neurologista Alexandre Castro Caldas foge aos números para explicar a doença e aquilo que deve ser feito para combatê-la. Acredita que ainda estamos a uma grande distância de descobrir a cura e defende que nesta fase do conhecimento é ainda mais importante fazer um acompanhamento não farmacológico da doença

Maria João Bourbon

Maria João Bourbon

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Jornalista

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

MEMÓRIA. O Alzheimer é uma doença abrangente, que ultrapassa as fronteiras da saúde e que deve ser combatida no campo social, diz Alexandre Castro Caldas

MEMÓRIA. O Alzheimer é uma doença abrangente, que ultrapassa as fronteiras da saúde e que deve ser combatida no campo social, diz Alexandre Castro Caldas

tiago miranda

Podemos olhar para os números para tentar perceber a doença. Das cerca de 47,5 milhões de pessoas que sofrem de demência no mundo inteiro, entre 60% e 70% (28,5 e 33,25 milhões) têm Alzheimer, assegura a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em Portugal, as estimativas, efetuadas com base nos estudos realizados para os países da Europa do Sul, apontam para entre 150 e 200 mil pessoas.

Mas a doença de Alzheimer tem um impacto muito mais vasto e que vai muito além dos números. “Pouco importa que sejam 200 ou 300 mil, porque cada doente representa uma doença para pelo menos três ou quatro pessoas”, explica o neurologista Alexandre Castro Caldas. “Temos tendência a olhar para um doente como um caso confinado. Mas um doente é um problema sistémico, com implicações enormes à sua volta, para as pessoas e as relações sociais.”

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