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Como o BE sempre quis taxar os mais ricos

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FOTO NUNO BOTELHO

Cobrar uma taxa suplementar de 0,5% de IMI para património acima dos 500 mil euros. Eliminar todos os benefícios fiscais deste impostos a fundos imobiliários, de pensões ou de poupança-reforma. Ou acabar com as isenções a Estado, igrejas, colégios particulares ou instalações desportivas profissionais. São, há anos, algumas das reivindicações do Bloco de Esquerda em matéria fiscal. Mariana Mortágua não está a inventar a pólvora, mas o BE passou a carregar as armas

A política fiscal do Bloco de Esquerda prevê o fim de muitas das isenções atualmente em vigor e a criação de várias sobretaxas para os mais ricos, sejam eles os detentores de património ou de rendimentos. Há anos que os bloquistas defendem a criação do “Imposto de Solidariedade sobre as Grandes Fortunas”, por exemplo, ou a taxação em 25% sobre o valor de qualquer transação para os paraísos fiscais. Defendem, também há muito, o fim do sigilo bancário ou mesmo a progressividade do IMI para quem tenha maior volume de património imobiliário.

Mariana Mortágua tem sido a voz do Bloco que, nos últimos dias, tem vindo apresentar as medidas fiscais concertadas com o PS, mas está longe de estar isolada. A ideia é simples: retirar aos mais ricos para distribuir pelos mais pobres, numa espécie de Robin dos Bosques fiscal. Catarina Martins resumiu de outra maneira: “Famílias com altos rendimentos milionários criados nos últimos anos que fugiram aos impostos, através do seu património imobiliário de luxo, podem ser chamadas finalmente a contribuir para o país. Isso é bom para nos permitir ter a folga para aumentar as pensões mais baixas, por exemplo. É de elementar justiça e tem de ser feito”, sublinhou a líder do Bloco de Esquerda.

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