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O sonho premonitório do defunto

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Há quem tenha dito um dia que, antes de morrer, ele sonhou com um país comandado pelo homem que acabou mesmo por lhe suceder. Mas, para milhões de venezuelanos, o sonho do eterno comandante acabou por se transformar num pesadelo e o prometido paraíso socialista num inferno onde a morte pode espreitar a cada momento, seja pelo cano de um arma ou pela escassez de bens essenciais. Este é o retrato triste e desamparado de uma nação mergulhada na mais grave crise da sua história. Bem-vindos à Venezuela, onde há gente que passa três dias numa fila à procura de algo para comer e não consegue mais que um sabonete

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Texto, vídeos e fotos, enviado à Venezuela

Jornalista

Carlos Paes

Carlos Paes

grafismo

Infografia

Chávez não morreu. É o segredo mais mal guardado de toda a Venezuela. Os olhos dele podem estar sempre à espreita numa escadaria ou no topo dos prédios mais altos de Caracas. Ou até na rua, ao virar de uma esquina. Não há nada que não se passe na cidade que não escape ao seu olhar. Não há um único dia em que não apareça na televisão a falar aos venezuelanos. Ou que não marque presença numa das maiores avenidas da capital, ora a abraçar uma idosa, ora vestido com o equipamento de beisebol, uma das suas maiores paixões e o seu grande sonho de criança. Hugo Rafael morreu a 5 de março de 2013. Mas, mais de três anos depois, Chávez continua vivo.

“Tenho estado a ouvi-lo falar e tenho uma dúvida - digamos que é mais uma curiosidade. Porque é que o chama sempre ‘Hugo Rafael’ quando se está a referir a ele?” pergunto a Victor.

“Para o colocar num plano terreno e não o elevar a uma espécie de Olimpo dos deuses, como muitas pessoas acabaram por fazer”, responde Poleo, um homem que esteve com Chávez no governo nos três primeiros anos, mas que acabou por se distanciar do líder da revolução bolivariana.

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