Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

“A primeira leitura das autárquicas deve ser nacional”

  • 333

CRISTAS A líder do CDS fotografada no seu gabinete, a 13 de setembro, dia em que completava seis meses no cargo

alberto frias

Na sua primeira entrevista desde que anunciou que é a candidata do CDS a Lisboa, Assunção Cristas explica ao Expresso por que motivo decidiu avançar agora e garante que não tem medo dos resultados. Ao contrário de Passos Coelho, com quem fica claro ter muitas diferenças de estratégia, diz que a primeira leitura das autárquicas é sempre nacional

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Helena Pereira

Helena Pereira

texto

Editora de Política

Alberto Frias

foto

Fotojornalista

Marca diferenças com o PSD sempre que pode, apesar de assegurar que mantêm “um diálogo leal e construtivo”. Uma delas é quando reconhece que a primeira leitura das autárquicas é sempre nacional – Passos Coelho tem-se esforçado por circunscrevê-las aos contextos locais.

Ela própria envolvida, como candidata, no processo eleitoral previsto para daqui a um ano – anunciou a candidatura a Lisboa, depois de meses de refelexão, no último sábado –, admite que possa haver mais dirigentes nacionais do CDS a dar a cara. Pois “o repto é para todos”.

Para continuar a ler e ver a reportagem, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)

  • Santana Lopes é o preferido para enfrentar Medina

    Na sondagem de setembro da Eurosondagem para o Expresso e a SIC, interrogámos os portugueses sobre quem seria o melhor candidato que a direita podia apresentar contra Fernando Medina. O provedor da Santa Casa venceu, destacado, a votação

  • Tudo o que Assunção Cristas tinha para dizer aos lisboetas, disse-o quando decidiu apresentar a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa em... Oliveira do Bairro. Nem à sua presença física, neste momento inaugural, tivemos direito. Mas tivemos direito a frases para souvenirs turísticos: “Eu diria que tenho o vento de Lisboa colado á minha pele e tenho as águas do Tejo no fundo da minha alma”. Deve ter sido esse vento que a levou do distrito de Leiria, por onde concorreu como deputada, para o distrito de Aveiro, onde anunciou ser candidata a presidente da Câmara de Lisboa. Compreendo que a liderança de Assunção Cristas precise de se medir. Mas para além de ser o lugar errado para o fazer, como provaram os resultados dos dirigentes do CDS que o tentaram no passado, Cristas deveria ter disfarçado um pouco mais. Talvez os lisboetas não apreciem o excesso de confiança na forma como os quer instrumentalizar. Não é primeira. Mas pelo menos os outros, que usaram Lisboa como trampolim, fingiram que a sua candidatura tinha alguma coisa a ver com a cidade