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Orçamento 2017: Quatro casamentos e uma separação

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tiago miranda

A audição desta quarta-feira do ministro das Finanças, Mário Centeno, permitiu identificar alguns sinais sobre os pontos em que o Governo PS, o BE e o PCP estão de acordo em relação ao Orçamento do Estado para 2017 e ao guião que orienta o rumo da ‘geringonça’. Menos impostos diretos, mais impostos sobre o consumo, devolução de rendimentos e urgência de estabilização no sector financeiro foram alguns dos temas em que todos falaram a uma só voz. Só na reestruturação da dívida é que Bloco e PCP ficaram a falar sozinhos

O que os une...

1) Reduzir a carga fiscal sobre os contribuintes

O mais do que provável aumento de impostos indiretos no Orçamento do Estado para 2017 foi assumido (também indiretamente) pelo ministro das Finanças, Mário Centeno. “As alterações fiscais a adotar no Orçamento do Estado para 2017 terão o mesmo padrão do Orçamento do Estado para 2016. Para reduzir o nível de impostos diretos terá de haver um balanceamento entre impostos diretos e impostos indiretos”, disse Centeno durante a sua audição na comissão de Orçamento e Finanças.

Os meios de comunicação noticiaram de imediato nas suas edições online o cenário antecipado pelo ministro, o PSD cavalgou a teoria do aumento de impostos e a primeira defesa do Governo veio pela voz da deputada bloquista Mariana Mortágua. “Lamento que o compromisso para reduzir a carga fiscal não faça manchetes”, criticou.

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