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Como tornar um político num produto tóxico

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RESPOSTA. Durão Barroso respondeu a Juncker, por carta

reuters

Atacado em várias frentes por ter aceitado ir trabalhar para o Goldman Sachs, Durão Barroso quebrou esta terça-feira o silêncio: numa carta inicialmente citada pelo “Financial Times” e à qual o Expresso teve entretanto acesso, acusou a Comissão Europeia de ser “discriminatória” contra si. Mas o coro dos críticos só vai engrossando. A carta pode ser lida na íntegra nesta página

Martim Silva

Martim Silva

Diretor-Executivo

Debaixo de uma crescente barragem de críticas à volta da sua contratação pelo colosso da banca mundial (e quase sinónimo de responsável pela crise financeira global) Goldman Sachs, Durão Barroso deixou finalmente o silêncio para acusar a Comissão Europeia de “discriminação” na análise do seu caso.

“Tem-se dito que o mero facto de trabalhar para a Goldman Sachs coloca questões de integridade”, escreveu Barroso, atual administrador não-executivo deste banco de investimento norte-americano, numa carta enviada a Juncker. “Ainda que aceite que qualquer pessoa tenha direito a formular uma opinião, as regras são claras e devem ser respeitadas. Estas alegações são rudimentares e completamente injustas. São discriminatórias para comigo e para com o Goldman Sachs”, acrescentou Barroso.

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