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Provedora de Justiça da UE: “Pressão e escrutínio no caso Barroso vão continuar”

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rui duarte silva

A Provedora de Justiça europeia tem sido um dos elementos de pressão no caso Barroso, que vai deixar de ser recebido como ex-presidente da Comissão Europeia. Emily O’Reilly pediu esclarecimentos à Comissão e esta acabou por pedir a Durão que mostrasse o contrato com o Goldman Sachs. O’Reilly defende que está em causa a confiança dos cidadãos nas instituições europeias e, por isso, tem de ficar claro se no novo emprego Barroso está ou não a violar os tratados. Se estiver, a Comissão pode pedir ao Tribunal de Justiça da UE que suspenda a pensão do ex-presidente

Porque considera que este novo emprego de Durão Barroso pode não respeitar as regras e os tratados?
O que estou a fazer é o reflexo das preocupação de muitas pessoas com este novo papel [de Barroso]. Acho que este trabalho e esta nomeação têm gerado muito interesse e preocupação. Em primeiro lugar porque o sr. Barroso esteve – podemos dizer - no cargo mais importante da União Europeia durante dez anos, como presidente da Comissão, e em segundo lugar porque o banco para onde vai é tão famoso, importante e influente. Esta combinação criou a preocupação que tem sido expressa.

Está preocupada que a informação e os conhecimentos conseguidos durante o mandato como presidente da Comissão e a influência política possam ser usadas pelo Goldman Sachs?
Acho que as pessoas, como o sr. Barroso, que tiveram cargos políticos importantes tendem a ser atrativas para o sector privado, principalmente pelas razões que indicou. Ao longo de dez anos como presidente da Comissão criou uma enorme rede. Possui muita informação e contactos que serão muito importantes para o sector privado e, neste caso, para o Goldman Sachs. Não há nada de errado em alguém ir para o sector privado, mas acho que cada caso tem de ser considerado pelas suas especificidades. E este caso, em particular, deveria ser analisado cuidadosamente porque está também em causa o interesse público.

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