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O Mendonça das Marchas

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joão lima

Com ele as marchantes mostraram a barriga e a Avenida da Liberdade ganhou o brilho das purpurinas. Ao longo de mais de vinte anos, Carlos Mendonça, figurinista, bailarino, ensaiador e homem dos sete ofícios transformou as Marchas de Lisboa. Para melhor, atestam as suas várias vitórias. Aquele que era conhecido como “o Mourinho das marchas” morreu esta terça-feira, aos 77 anos. Como canta o fado, hoje Alfama (e já agora, o Alto do Pina) “cheira a saudade”

Se pudesse escolher, talvez Carlos Mendonça preferisse que a tristeza causada pela sua morte fosse esta terça-feira transformada num abanar de ancas ali para os lados de Alfama e do Alto do Pina. Mesmo sem arcos e sem balões, uma despedida feita ao ritmo de qualquer uma das suas marchas não seria coisa para lhe desagradar. Afinal, diz quem o conheceu, o Carlos era pessoa dada a celebrar a vida.

A sua terminou aos 77 anos, por causa de um cancro que lhe passou uma rasteira e se instalou há mais de cinco anos, mas foi longa o suficiente para lhe garantir um lugar no coração de muita gente. No coração de Lisboa, que é um feito ainda maior. Conhecido como “O Mourinho das Marchas”, pelo muito que lhes deu ao longo de mais de duas décadas, ficará para a História como um inovador, alguém que transformou o que a cidade tinha de mais tradicional e característico num espetáculo com brilho renovado, diferente de tudo o que se fazia até à sua entrada em cena.

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