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O que se passa com o BPI explicado em cinco pontos

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alberto frias

Receios de que o CaixaBank desista da oferta pública de aquisição (OPA) sobre o BPI levou as ações do banco a cair 5,3% em Bolsa, esta segunda-feira. O BPI recuperou ligeiramente e fechou a cair 3,02%. Mas a possibilidade da desistência, levantada por uma notícia do “El Confidencial”, deixou dúvidas. Esta terça-feira poderá ser um dia decisivo para o BPI. Ou não

1. A OPA avança ou não?
O registo da OPA junto da CMVM está dependente do preenchimento de uma das condições previstas no anúncio preliminar: a desblindagem do limite de votos. O CaixaBank só pode retirar a oferta se se verificar a impossibilidade de preencher algum dos requisitos enunciados no anúncio preliminar divulgado a 18 de abril deste ano. Segundo o Expresso apurou junto de duas fontes próximas do processo, o banco espanhol não tem, para já, planos para retirar a OPA sobre o BPI. Mas se a desblindagem de estatutos não avançar, a OPA cai. Atualmente, os acionistas do banco só podem votar no máximo com 20% dos direitos de voto, independente da sua posição acionista. O CaixaBank detém 44,8% do BPI.

2. O que acontece esta terça-feira?
A assembleia geral (AG) do BPI realizada em junho para decidir nomeadamente sobre a desblindagem de estatutos foi suspensa. Os trabalhos são retomados esta terça-feira. A AG foi alvo de providências cautelares por parte do grupo Violas, maior acionista português do BPI (2,7%). Também a angolana Isabel dos Santos, acionista do BPI via Santoro e Banco BIC (20,9% do BPI), tem-se oposto à desblindagem. O BPI contestou as providências cautelares mas ainda aguarda pela decisão da Justiça.

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  • As ações do BPI fecharam a cair 3,04% em Bolsa esta segunda-feira, depois de já terem estado a perder 5,4%. Os investidores temem que o espanhol CaixaBank desista da Oferta Pública de Aquisição sobre o BPI, uma hipótese levantada por uma notícia do El Confidencial.