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Houve insultos, lágrimas e Deus: Dilma substituída na novela que apaixonou o Brasil

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Igo Estrela/Getty

Chegou ao fim a sessão do Senado que ditou a destituição de Dilma Rousseff. Houve lágrimas, invocações a Deus, acusações de “farsa” e, esta quarta-feira, até houve trocas de insultos. Tudo terminou com a queda anunciada de Rousseff e os senadores pró-impeachment a cantarem o hino nacional

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

Ricardo Lewandowski inspirou fundo, reabriu a sessão e fez a (longa) pergunta: “Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vanna Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto a instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de oito anos?”, Os senadores ouviram as palavras do presidente da sessão e, chegada a hora, a maioria disse ‘sim’. Parecia que já estava escrito.

Oficializou-se deste modo, esta quarta-feira, a destituição de Dilma Rousseff do cargo de presidente, pondo fim a um processo que se arrastava há mais de oito meses, terminado com os senadores vitoriosos a cantarem o hino nacional. Foi um “julgamento de ‘cartas marcadas’”, como lhe chamou Marcello Lavenère, o responsável por outro pedido de destituição da política brasileira - o de Fernando Collor de Melo, em 1992. Afinal de contas, a grande maioria dos senadores já tinha a sua decisão tomada há muito tempo.

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