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A mulher que se casou com o jornalismo

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ANIVERSÁRIO Manuela Azevedo, acompanhada da empregada Gentileza e do diretor do Museu Nacional da Imprensa, na sede do Sindicato dos Jornalistas, em Lisboa

JOSÉ CARLOS CARVALHO

Foi pedida em casamento aos 20 e poucos anos, mas não quis trocar a sua liberdade pelo conforto do lar. Manuela Azevedo, a primeira mulher a ter carteira profissional de jornalista em Portugal, celebrou esta quarta-feira o seu aniversário. Tem 105 anos de vida, quase 60 ao serviço do jornalismo e foi agora condecorada pelo Presidente da República com a Ordem da Instrução Pública. “É um exemplo que ilumina o futuro”

Todas as manhãs, quando Gentileza entra naquela casa no bairro das Colónias, é recebida sempre com a mesma pergunta: “O que se passa lá fora?”. ‘Lá fora’ estão as notícias de política, do mundo, a atualidade nacional e internacional. Aos 105 anos, Manuela Azevedo vive sozinha na sua casa em Lisboa (apenas acompanhada da gata Alice, que veio substituir o Jeremias, ao qual dedicou um livro) e não perdeu a sua vivacidade, curiosidade e atenção ao que a rodeia.

Quem o relata ao Expresso é Gentileza, a empregada que lhe dá apoio há uma década e que vai contando diariamente à patroa aquilo que ouviu nessa manhã. “A minha pérola”, chama-lhe Manuela, em palavras recordadas pelo amigo e diretor do Museu Nacional da Imprensa, Luís Humberto Marcos. “Mais do que o meu braço, [Gentileza] é o braço todo de mim.”
Jornalista durante quase seis décadas, Manuela Azevedo nunca perdeu o apetite pela notícia. Todos os dias ouve as notícias na rádio e na televisão, a alto e bom som: a sua audição já não é o que era, vai ouvindo com dificuldade e ajudada por um aparelho auditivo, mas não desiste. Nem sequer da escrita.

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