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Ficar sentado durante um minuto e meio pode mudar a vida de alguém

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COLIN KAEPERNICK. Ele está preocupado com a América

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Este homem mexeu com a sensibilidade da América: não se levantou quando o hino começou a tocar. Ele conseguiu o que queria: perturbou o país. Porque o país o perturba

Parece um gesto simples, mas o facto de Colin Kaepernick ter ficado sentado durante cerca de um minuto e meio atirou-o para o centro da polémica no desporto e no mundo. O que se passa é que Kaepernick é um quarterback dos San Francisco 49ers (futebol americano), um vencedor improvável, alguém que cresceu a pulso e se conseguiu afirmar e escolheu ficar sentado antes do início de uma partida quando o hino norte-americano tocava.

Há quem o acuse de falta de respeito ou de humildade, mas também quem o compreenda porque naquele país “há coisas que os jovens negros aprendem a fazer para não serem mortos”. Ele diz que o fez para defender os que “não têm voz”, os que morrem nas ruas num país que “oprime pessoas negras e de outras raças”. O debate volta a estar lançado – os protagonistas são os Estados Unidos, novamente a questão da discriminação racial e da violência policial e um outsider com uma cor de pele diferente e muito para dizer: “As pessoas estão a morrer em vão porque este país não lhes dá o que prometeu”.

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