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ROUSSEFF. A presidente brasileira foi afastada em maio através do processo de destituição que chega agora à decisão final

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A presidente brasileira, afastada há meses do poder, foi esta segunda-feira ao Senado brasileiro para se defender do processo de destituição. Dilma Rousseff colocou o foco no seu papel como resistente, tanto contra a ditadura como contra a situação atual, e apostou numa retórica mais dura. De olhos postos no futuro: o seu, que politicamente está em risco, e o do seu partido

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

Era domingo e só faltava um dia para Dilma Rousseff ir ao Senado disputar o seu derradeiro combate político. Ronaldo Caiado, líder no Senado do DEM (partido Democrata), saiu da reunião preparatória dos senadores que apoiam o Governo de Michel Temer muito bem-disposto. De polo verde-escuro e sapatos Prada, como conta o “Estadão”, o senador foi direto aos jornalistas. Contou a história da sua primeira comunhão, quando uma freira o aconselhou a fazer playback por não ser bom cantor, e rematou, cantarolando: “Mas hoje vou passar o dia treinando: ‘Apesar de você, amanhã há de ser outro dia”.

A referência à famosa música do cantor Chico Buarque, “Apesar de Você”, não surge por acaso. Buarque tinha deixado o hino da luta contra a ditadura militar no armário, mas voltou a vesti-lo recentemente, cantando-o agora contra Temer. E Caiado não seria alheio ao facto de que o compositor, conhecido apoiante do Partido dos Trabalhadores (PT), iria estar presente na sessão do Senado desta segunda-feira como um dos 30 apoiantes da presidente afastada - grupo do qual também fez parte o antigo presidente Lula da Silva.

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