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Os mineiros raptaram, espancaram e mataram Rodolfo. “Cobarde e brutal”

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RODOLFO ILLANES. Homicídio do ministro boliviano espantou o país - e o mundo

reuters

É difícil recordar agora os tempos em que os mineiros eram fortes aliados do presidente boliviano, Evo Morales (os mesmos em que a popularidade do Governo crescia, a economia também e a população lhe dava constantes vitórias nas urnas). Esses tempos passaram – os temos atuais são de guerra aberta e resultaram esta quinta-feira no rapto e homicídio do vice-ministro Rodolfo Illanes às mãos dos protestantes. As estradas estão bloqueadas, os confrontos entre mineiros e polícia já fizeram mais três vítimas mortais e os ânimos não parecem estar perto de acalmar – os protestantes responsabilizam o Governo pela tragédia, este responde que os responsáveis “não sairão impunes”

Há dias que o ponto em que a estrada que liga a capital da Bolívia à fronteira com o Chile está bloqueada mais parece um cenário de guerra. As fotografias mostram explosões, confrontos violentos entre mineiros e polícia, milhares de veículos e passageiros retidos sem poderem avançar. Mas esta quinta-feira o conflito tomou novas e chocantes proporções com o homicídio de um membro do Governo às mãos dos protestantes.

O pasmo tomou conta da Bolívia quando por volta das 23h locais (4h em Lisboa) o Governo anunciou que Rodolfo Illanes, vice-ministro do Interior da Bolívia, fora morto pelos protestantes após ter passado horas nas suas mãos enquanto refém, fazendo de moeda de troca nas negociações entre Governo e mineiros. Há meses, os mineiros eram os melhores amigos do presidente Evo Morales - ninguém poderia prever este desfecho - mas o crescente descontentamento com o Governo atual, a juntar às exigências dos sindicatos mineiros, já vinham anunciando graves complicações.

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