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“Dei-me pessimamente com drogas. Dei-me mal com tudo o que experimentei”

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ilustração bernardo mendonça

O que vai ouvir é a história de Xana, a primeira rocker portuguesa que encantou o país nos anos 80, com os Rádio Macau. Aos 15 anos já morava sozinha e vivia a vida num só dia na companhia dos amigos com quem cantava. Quis ser cientista e astronauta, mas logo aos 18 anos gravou o primeiro disco tornando-se uma verdadeira rock star

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Teto e ilustração

Jornalista

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Edição de áudio

Jornalista

Carlos Paes

Carlos Paes

Animação gráfica

Infografia

Há uma gata branca com olhos de Bowie que nos cumprimenta à porta do apartamento. Nessa tarde estava um calor de ananases. Que ainda ficou mais abafada porque fechámos as janelas da sala para que o som dos carros não atropelasse a conversa. Entre cigarros e duas limonadas frescas, preparadas e gentilmente servidas por Xana, estivemos uma hora a desvelar a história da maior rocker portuguesa que se deixou tomar pela filosofia e pelo gozo do pensamento e da especulação sobre a vida. Acaba de se doutorar com a tese “A Vertigem da Existência” e prepara-se para novo capítulo. Qual? É o mistério da sua existência. Ao todo os Rádio Macau gravaram oito discos. O último - “Oito” – foi gravado precisamente há 8 anos. Para quando um regresso dos Rádio Macau? É imprevisível. Mas a vontade não se perdeu.

É verdade que preferias que te chamassem Alexandra em vez de Xana?
Eu gosto mais de Alexandra, sinceramente acho muito mais bonito do que Xana. Mas pronto, tenho que aceitar a esquizofrenia do nome. Os familiares tratavam-me por Xana, depois mais tarde os amigos começaram a tratar-me por Xana. Tenho que aceitar.

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