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O coração de Itália desabou

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reuters

Passava pouco das 3h30 da manhã, 2h30 em Lisboa, quando a terra tremeu pela primeira vez no centro de Itália, província de Perugia. Ao sismo de 6,2 graus de magnitude na escala de Richter seguiu-se mais de uma centena de réplicas ao longo do dia, algumas com 5,5 graus na mesma escala. Pelo menos 120 pessoas perderam a vida e centenas ficaram feridas nas quatro cidades mais afetadas pelo abalo, na cordilheira dos Apeninos, no coração do país. Mas como em quase todos os desastres, o balanço deverá ser superior e só será possível chegar a ele à medida que as operações de resgate forem sendo concluídas

As operações de resgate, para já, continuam difíceis. O amontoar de destroços em estradas fulcrais de acesso às cidades de Accumoli, Amatrice, Pescara del Tronto e Arquata del Tronto está a dificultar o trabalho dos serviços de emergência, com cenas de guerra civil registadas ao longo desta manhã: pessoas a tentarem retirar vizinhos dos escombros com as mãos ou com pás, vozes ouvidas sob os edifícios ruídos sem que as autoridades, conhecidos ou desconhecidos consigam chegar a elas.

Até ao momento, “não há registo de qualquer ferido ou desaparecido português”, assegura ao Expresso Francisco Alegre Duarte, Conselheiro e Encarregado de Negócios na embaixada de Portugal em Roma, que cita os cadernos eleitorais da zona do sismo e nos quais não há referência a portugueses a habitar nessas “zonas de impacto”. De qualquer forma, a embaixada está em contacto as entidades locais, garante. Portugueses que se conheçam na zona só dois detidos no estabelecimento prisional de Riepi, onde o abalo foi sentido com muita intensidade, mas “está tudo bem”, asseguraram as autoridades italianas a Francisco Alegre.

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