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Governo só vai deixar gastar mais quem poupar a sério

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Tesoura. Ministério das Finanças egixiu cinco medidas de poupança de custos a cada um dos cerca de 500 serviços da administração central

É uma das novidades do Orçamento do Estado para 2017. A direção-geral do Orçamento já está a analisar as propostas de mais de 500 serviços para cortar na despesa que o secretário de Estado do Orçamento, João Leão, num gesto inédito, exigiu a cada um dos serviços da administração central. Só aqueles que apresentarem cortes a sério serão a sério levados se apresentarem propostas de novos projetos

Num episódio da série inglesa dos anos 80 “Sim Senhor Ministro”, uma paródia crítica ao funcionalismo público britânico, sir Humprey determina que só diretores de serviços públicos que apresentem cortes de 5% da sua despesa poderão receber comendas. Todos os outros estão eliminados à partida - ou estariam, porque o episódio termina de forma diversa (já lá vamos). O governo português prepara-se para impor uma medida parecida: só serão considerados novos projetos que sejam propostos por serviços que tenham apresentado no Orçamento medidas de cortes de despesa.

Foi na sexta feira, 19 de agosto, que terminou o prazo de entrega à Direção-Geral do Orçamento (DGO) do “carregamento” dos orçamentos de cada serviço do Estado. Desta vez, além da habitual proposta de orçamento das receitas e despesas que prevê receber e gastar no próximo ano, cada serviço público foi obrigado entregar um documento extra: uma lista com, pelo menos, cinco iniciativas que levem o respetivo serviço a gastar menos dinheiro aos contribuintes durante o ano 2017.

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