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Vale a pena esperar quatro anos para ouvir uma cousa destas

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FRANK OCEAN. Ele já é uma espécie de lenda

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Passaram-se quatro longos anos desde a estreia de Frank Ocean – longos para os fãs, cuja impaciência ameaçava tornar-se incontrolável, e para ele, que teve tempo de construir duas versões do mesmo disco, um álbum visual, um videoclip e muita poesia. “Blonde” é um presente dele para nós (“Cantar estas músicas é terapêutico e eles pagam-me, mãe/ Eu é que devia pagar-vos, sinceramente”), envolto em muito mistério e num lançamento que parecia nunca mais acabar, para no final ficar apenas o que interessa: a música (e aquelas letras sobre o amor e o tempo, e aquela voz tantas vezes sozinha porque não precisa de acompanhamento). Ocean chamou a tropa de elite da indústria – nos créditos estão os nomes de Beyoncé, Kendrick Lamar, Andre 3000, Kanye West, Jamie XX, David Bowie ou James Blake – para compensar uma ausência demasiado longa. Este é um dos acontecimentos do ano - e o álbum é incrível

Quando o assunto é música, 2016 não se trata de um ano qualquer. Estamos a falar do ano em que Beyoncé lançou “Lemonade” e se distanciou da reputação de simples estrela pop, do ano em que Kanye West lançou “The Life of Pablo” e gravou um polémico videoclip cheio de figuras de cera, do ano em que os Radiohead desapareceram da internet para darem a “A Moon Shaped Pool” um lançamento como ele merecia e do ano em que o Bowie nos deixou um disco comovente imediatamente antes de morrer.

Tendo em conta as evidências, em 2016 torna-se difícil surpreender com um lançamento de um álbum, porque todos eles já foram escondidos, adiados, lançados de surpresa ou acompanhados de uma versão visual espetacular. Tudo isto seria um obstáculo para um músico normal, um músico novo que tivesse a experiência de lançar apenas um álbum e se quisesse destacar com um segundo disco que confirmasse o seu talento. E é por isto que é tão bom não estarmos a falar de um músico normal: estamos a falar de Frank Ocean – dele e do seu maravilhoso regresso, “Blonde”.

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