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Agressões em Ponte de Sor: “Portugal não pode ignorar o alarme público e o tempo está a esgotar-se”

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nuno botelho

Para o embaixador Seixas da Costa, a agressão a Ruben Cavaco aponta para um “típico abuso” da imunidade diplomática por parte dos filhos do representante do Iraque em Portugal. O diplomata português fala “numa certa cultura de privilégio” que fere “as claras vantagens” da Convenção de Viena. A “opinião pública portuguesa tem de ter a certeza que o Estado fez tudo” o que estava ao seu alcance, acrescenta

O tempo da diplomacia nem sempre é célere. Apesar disso, “o Ministério dos Negócios Estrangeiros, [ou seja] o Estado português, não pode deixar de considerar o alarme público”, provocado pela agressão a Rúben Cavaco, na madrugada de dia 17 em Ponte de Sor. Neste caso, o tempo “está a esgotar-se”, disse ao Expresso o embaixador Francisco Seixas da Costa, lembrando que os portugueses “têm de ter um sinal de que o Estado fez tudo” o que estava ao seu alcance para proteger a vítima.

Para Seixas da Costa, “o desejável do desejável seria que as autoridades iraquianas levantassem a imunidade dos [dois] jovens” que ficariam sujeitos à legislação portuguesa. Se esta hipótese não vier a ser considerada pelas autoridades iraquianas, o segundo cenário mais desejável será o “repatriamento” dos filhos do embaixador Saad Mohammed Ridha para o Iraque, com o governo de Bagdade a garantir que “será feito um julgamento”.

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