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Governo estuda criar conselho consultivo para a Caixa

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Governo admite criar um conselho consultivo para a Caixa Geral de Depósitos. Este pode ser o plano B para o chumbo do BCE a administradores. O objetivo é aproximar o banco público do mundo das empresas

O governo está a estudar a criação de um novo órgão na Caixa Geral de Depósitos: um Conselho Consultivo, sem funções executivas, que tenha como membros personalidades do mundo das empresas que dêem apoio à administração. Na prática, trata-se de um plano B ao chumbo do Banco Central Europeu a gestores que haviam sido convidados para serem administradores não executivos da Caixa e que não foram aceites.

O modelo não está ainda fechado mas esta é, apurou o Expresso, uma das alternativas em cima da mesa. Quando o governo soube que não poderia integrar oito dos convidados para a nova administração da Caixa, por incompatibilidade de acumulação de cargos com outras empresas, o Ministério das Finanças começou por admitir alterar a lei de modo a que tal fosse possível. Contudo, quer a oposição já declarada do PCP e do Bloco de Esquerda para uma tal alteração, quer as notícias de que o Presidente da República não será favorável a uma mudança legislativa “à medida” da Caixa, levaram a estudar alternativas.

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  • Apesar das instituições europeias, que foram incapazes de identificar os principais problemas no sistema bancário enquanto a troika por cá andou, estarem a assumir uma postura de bloqueio à resolução dos problemas crónicos da CGD, o governo não pode responsabilizar mais ninguém para além dele próprio por convites que não cumpriam uma lei nacional, pela vergonha de ter de desconvidar quem convidou e pela óbvia oposição do BE e do PCP a alterações à lei feitas à medida. Uma das coisas que Costa sabe é que a relação com a Europa é hoje um labirinto de onde não saem amadores. E se comete erros grosseiros, acaba sempre por tropeçar neles. A maior trapalhada desde que chegou ao governo ter sido com a Caixa é que é um azar para o País. Era tudo o que não precisávamos para um banco público enfraquecido, desprestigiado e, no entanto, indispensável para o arrasado sistema bancário nacional

  • Bruxelas aceita que Governo avance com recapitalização da CGD como privado

    A Comissão Europeia concorda que o Governo estenda por várias décadas o prazo do empréstimo dos 3900 milhões de euros que o Estado concedeu ao Fundo de Resolução para injetar no Novo Banco, conta o “Jornal de Negócios”. Esta é uma das condições principais para que o Governo possa avançar com a capitalização da CGD