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“É muito difícil fazer de Deus. E nós, veterinários, tantas vezes decidimos entre a vida e a morte”

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MISSÃO. Sandra Cardoso e a sua equipa têm passado o mês de verão a resgatar animais abandonados

ilustração bernardo mendonça

Sandra Cardoso é uma guerreira na defesa da causa animal. Há um ano abriu o SOS Animal, o primeiro hospital veterinário solidário do país, no Lumiar, em Lisboa. Uma espécie de “segurança social” para quem tem bichos de estimação, mas não tem como pagar as despesas elevadas da saúde dos mesmos. Sandra não quer salvar o mundo, quer antes consciencializar as pessoas de que os animais não são coisas, mas seres vivos com direitos, que precisam de mais respeito e amor

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Texto e ilustração

Jornalista

João Santos Duarte

João Santos Duarte

edição audio

Jornalista

Carlos Paes

Carlos Paes

animação gráfica

Infografia

Nesta entrevista fala-se de animais, de uma mulher que lhes tem muito amor, e de como há homens que são umas valentes bestas, mais irracionais do que os bichos. Sandra Duarte Cardoso, de 37 anos, veterinária e presidente da associação SOS Animal, é uma mulher simples, de sorriso franco, generosa, com um raro sentido de missão. “Se tirarem os animais de mim, acho que fica pouco.” A sua grande obra tem um ano de vida e já é tão grande: trata-se do hospital veterinário solidário SOS Animal, localizado no Lumiar, em Lisboa. De portas abertas para todos, permite às pessoas carenciadas tratarem os seus animais com custos mais reduzidos.

A preparar-se para apresentar um novo programa de televisão, na SIC, em setembro sobre o mundo animal (tanto os bichos selvagens como os domésticos), conta que ser veterinário é das profissões com mais alta incidência de suicídios. Porque lidam diariamente com a morte e os maus tratos. De momento, no seu hospital, Sandra tem treze animais para adoção, mas recebe diariamente outros tantos bichos a precisarem de abrigo e tratamento.

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