Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Dois rufias de Nottingham, um melómano megalómano e um estrondo

  • 333

VULNERÁVEL? Jason William, o homem que lidera os Sleaford Mods

rita carmo

As crónicas iradas dos Sleaford Mods e a máquina do tempo dos regressados LCD Soundsystem, de James Murphy, marcaram o segundo dia do Vodafone Paredes de Coura

Lia Pereira

Lia Pereira

Texto

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotos

Fotojornalista

“Não estamos habituados a ver tanta gente”, confessa a certa altura Jason William, o homem que lidera os Sleaford Mods. “O verão não nos tem corrido muito bem. Mas é a vida, não é? O que importa são as canções”. É um momento raro de vulnerabilidade por parte de um homem que, em palco, é um tratado de agressividade: misto de Francis Begbie, o guna-mor de Trainspotting, Johnny Rotten (que já pisou este mesmo palco, com os históricos Sex Pistols) ou Mark E. Smith, aka The Fall, o britânico, de 46 anos consegue, de forma algo improvável, soar único.

A seu lado, um side kick mudo e quieto: Andrew Fearn, a outra metade dos Sleaford Mods, passa o concerto especado frente a uma consola da qual dispara os instrumentais sobre os quais Jason se revolta democraticamente contra tudo e contra todos, cavalgando letras quilométricas onde abundam os mui britânicos “focking” e “mate”. Como quem coreografa estes manifestos exclamativos de crítica política, social e o que mais lhe ocorrer, vai batendo com a mão na cabeça e dando pequenos passinhos em palco, intrigando o muito público que já se concentra no anfiteatro natural.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)