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Algas tramaram o melhor Pimenta de sempre. Melhor Évora do ano não chegou para as medalhas

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DESALENTO. Fernando Pimenta não escondeu a frustração por falhar uma medalha na final de K1 1000 metros. "É muito duro", disse em lágrimas

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Fernando Pimenta, 5.º na canoagem, e Nelson Évora, 6.º no triplo salto, falharam o sonho de voltar a conquistar uma medalha olímpica. Canoísta de Ponte de Lima, que se queixou de "fatores externos", tem ainda mais uma hipótese, em K4

Há dois meses, em Moscovo, a estratégia funcionou. Fernando Pimenta saiu disparado após a partida, assumiu logo a liderança, foi aumentando a vantagem a cada pagaiada que dava até construir uma vantagem confortável de três segundos. Depois, quando todos esperavam que ele quebrasse nos últimos 250 metros da prova de K1 1000 metros, manteve-se firme para conquistar o título nos Europeus de Canoagem frente aos principais adversários que ia encontrar nos Jogos Olímpicos. "Quando cheguei a meio pensei logo: 'Já ninguém me apanha'", contou ao Expresso quinze dias antes de partir para o Rio.

Dois meses mudam muita coisa. O canoísta de Ponte de Lima tinha preparado o mesmo argumento [arranque forte, na esperança de nunca mais ser alcançado], mas o realizador preparou-lhe um final diferente. Ainda passou em primeiro a meio da prova, com oito décimos de vantagem sobre o adversário mais próximo, mas a passagem dos 750 metros já era quarto, fora das medalhas. Terminou quinto, esgotado, com os olhos inundados de lágrimas e a soluçar um desabafo no adeus ao sonho olímpico: "É muito duro. Fiz tudo o que estava ao meu alcance".

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