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“As minhas expectativas são bastante comedidas”, diz ela. Mas nunca se sabe, porque “há qualquer coisa por aí”

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OURO Patrícia Mamona no passado dia 10 de julho em Amesterdão, na cerimónia da entrega de medalhas do Campeonato Europeu de Atletismo, onde arrebatou o ouro

FOTO EPA

Campeã europeia de triplo salto, Patrícia Mamona diz que o mais difícil é lidar com a pressão da classificação para a final olímpica, porque depois de lá estar “tudo pode acontecer”, inclusive uma medalha

As superstições e os rituais - às vezes inconscientes - fazem parte da vida de (quase) todos os atletas. Uns levam amuletos ou benzem-se, outros ouvem sempre a mesma música, alguns não dispensam “aquela” camisola ou os calções com que venceram a última prova, muitos fazem sempre o mesmo gesto. A campeã nacional (e europeia) do triplo salto, Patrícia Mamona, bebe café. “Adoro café e tenho de beber café para sentir que estou pronta”. De resto, garante, não tem “mais nada de interessante”. As meias altas que já se tornaram uma imagem de marca sua, só as usa por vaidade: “Acho que me ficam bem”. Crente nas suas capacidades, considera que as coisas “não acontecem por acaso”, porque “nós temos o controlo” e assume não ser religiosa. Mas acredita que “há qualquer coisa por aí” que não sabe o que é e que isso a deixa “de pé atrás” por ser muito curiosa e gostar de explicações. Para uma estudante de engenharia biomédica que já fez quatro anos teóricos de medicina nos EUA, faz sentido.

Filha de angolanos, nascida em Lisboa, Patrícia Mamona passou a infância na zona do Cacém e só se meteu no atletismo “porque queria ter cinco a Educação Física” e o professor disse-lhe que para isso tinha de participar na prova de corta-mato. Quis o destino, ou essa “qualquer coisa que anda por aí”, que José Uva lá estivesse “à caça” de novos talentos para o Juventude Operária de Monte Abraão (JOMA). Ainda hoje é ele o seu treinador.

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