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O filósofo da cirurgia plástica que queria curar almas

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PITANGUY Carregou a tocha olímpica no Rio de Janeiro esta sexta-feira, véspera da sua morte

FOTO GETTY

Carregou a tocha olímpica na véspera da sua morte, como que encerrando uma vida longa e cheia de reconhecimento. Ivo Pitanguy, cuja fama, garante a imprensa internacional, só foi comparável no século passado à de “Pelé e Carmen Miranda”, morreu este sábado, aos 93 anos. Foi cirurgião plástico, inspirador de gerações, inventor de técnicas e colecionador de arte; tratou os famosos e ricos, ajudou os carenciados que dele precisavam, porque acreditava que era um “artista da vida, dos que lidam com a mente e o corpo”

Às vezes a vida parece encarregar-se de nos trazer histórias melhores e mais elaboradas do que a ficção, como se a realidade tivesse sido cuidadosamente planeada. Foi o que aconteceu esta sexta-feira, quando o mais reputado cirurgião plástico do Brasil, Ivo Pitanguy, transportou a tocha olímpica no Rio de Janeiro durante um trecho do seu trajeto, antes de chegar ao estádio, na sua cadeira de rodas. No dia seguinte, o médico debilitado faleceu – tinha 93 anos e um legado que promete sobreviver-lhe.

Falámos-lhe de histórias e Ivo Hélcio Jardim de Campos Pitanguy é o digno protagonista de uma história de vida rica. Nascido em Minas Gerais, capital do estado brasileiro do Belo Horizonte, em 1923, o jovem Ivo cresceu numa família de cinco irmãos por entre as montanhas, ganhando um gosto pela natureza que o acompanharia pela vida fora e estabeleceria as bases para o seu gosto pela medicina.

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