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“Sou dona de um bar de alterne, mas só tive um homem na minha vida, o meu marido”

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O BAR DE LELA Há 38 anos que Lela trabalha no bar Piri-Piri, do qual hoje é proprietária

Maria Amélia, por todos chamada Lela, tem 57 anos e é uma brava da noite. Há praticamente quatro décadas que oferece companhia aos homens que a procuram e é hoje a capitã de um dos bares de alterne mais antigos do país, o Piri-Piri, em Lisboa. Nesta conversa garante ter sido sempre mulher de um homem só e relata-nos as manhas e os segredos desta pequena barca do prazer onde o inferno é estar só

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

TEXTO E ILUSTRAÇÃO

Jornalista

Esta conversa foi feita a bordo do bar Piri-Piri, um lugar de desejo, de confissões e fantasia que abriu portas em 1943 e continua a resistir aos tempos, às crises e às vontades. Porque a busca do amor e do prazer nunca passa de moda. Consta que o Piri-Piri é uma das casas de alterne mais antigas do país.

Maria Amélia, ou simplesmente Lela, proprietária desta embarcação garante que não há outra com tanta(s) história(s). E que é uma réplica de outro Piri-Piri que abrira anos antes em Lourenço Marques, Moçambique. A funcionar como um porto de abrigo picante para os combatentes portugueses, que ali embarcavam em busca de aconchego, emoção e escape. Lela já viu e ouviu muito nesta vida, e tem muito para recordar nesta conversa. Há 38 anos que o Piri-Piri é a sua segunda casa, onde conta como debutou aos 17 anos.

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