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A pureza nostálgica de acreditar na promessa de grande país por vir

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JOGOS OLÍMPICOS O Maracanã lá em baixo, o Cristo Redentor cá em cima: dois símbolos de uma cidade, de um país FOTO GETTY

FOTO GETTY

Este texto principia com uma nota do editor, que pediu ao repórter no Rio de Janeiro para enaltecer as virtudes do Brasil depois de dias, semanas e meses em que as notícias acentuaram defeitos, inconvenientes e descuidos que anunciam o fracasso dos Jogos Olímpicos (zika, atrasos nas obras, insegurança, tramas políticas complexas, águas sujas, vila olímpica sem condições e demais infortúnios). O repórter anuiu, dispôs de dois dias para versar sobre as qualidades do próprio país e respondeu de volta que “talvez tenha saído num tom menos alegre que o proposto”. O editor examinou a prosa e deparou-se com o impensável (parece crítica, é elogio): um texto que é quase todo sobre uma canção e que devia ser acerca dos Jogos, que começam esta sexta. Mas o editor rendeu-se ao que leu com a expectativa que você que há de ler isto se renda também. E é uma rendição plena de satisfação para usufruir no Português do Brasil

Plínio de Fraga, no Rio de Janeiro

Os organizadores da Olimpíada Rio 2016 decidiram homenagear as equipes esportivas brasileiras tocando nas arenas “Aquarela do Brasil”, tido como um hino à brasilidade. É aquela canção de melodia lírica, cuja letra fala do “meu Brasil brasileiro, terra de nosso Senhor”.

Nos próximos dias haverá uma avalanche de páginas descrevendo as mais profundas verdades sobre o Rio de Janeiro e a prática de esporte em suas arenas. Se produzidas por brasileiros, talvez muitas se aproximem do tom grandiloquente e do fervor religioso de “Aquarela do Brasil”. Daí porque vale lhe explicar a origem.

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