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Como Rikki foi estrangulado e 22 anos depois o suspeito da sua morte foi detido em Portugal

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SUSPEITO James Watson (à esquerda) veio de férias para Portugal, apesar de estar proibido de sair de Inglaterra, por estar indiciado pela morte de Rikki Neave

FOTOS PRESS ASSOCIATION

Ao fim de duas décadas, a polícia inglesa reabriu o caso do homicídio de uma criança em 1994 e, em poucos meses, encontrou James Watson. Até que o suspeito fugiu de férias para Portugal

O corpo de Rikki Neave foi encontrado num bosque, num dia de inverno. Estava nu e havia sinais de que fora estrangulado. A sua roupa foi depois encontrada dentro de um bidão. Rikki, um miúdo de seis anos, tinha sido visto na véspera, às nove da manhã, a sair de casa, no bairro de Welland, não muito longe da autoestrada e dos campos que rodeiam Peterborough, uma cidade 120 quilómetros a norte de Londres. Isso foi em 1994.

James Watson também é de Welland. Na altura da descoberta do cadáver de Rikki tinha 13 anos. Hoje tem 35 anos. Em abril de 2016, 22 anos depois, a polícia foi bater-lhe à porta para o levar à esquadra. Foi interrogado e informado que passou a ser o principal suspeito do homicídio da criança. Apesar de não o terem mantido preso, porque ainda não está acusado formalmente, fixaram-lhe um termo de identidade e residência e proibiram-no de se ausentar do país. Mas em junho, Watson saiu. Escondeu-se dentro da autocaravana de um amigo e veio por aí abaixo: de Dover, na costa inglesa, pelo eurotúnel até Calais, em França, e daí para Espanha, até chegar a Portugal. Na cabeça dele, fazia sentido. Só precisava de se apresentar outra vez para ser interrogado no dia 20 de setembro, o que dava mais do que tempo para ir e vir.

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