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Os 5 falhanços do FMI em Portugal

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CONTESTAÇÃO 1 de maio de 2011, dia do trabalhador: protesto nas ruas de Lisboa

FOTO TIAGO MIRANDA

Organismo independente do Fundo Monetário Internacional deteta vários erros no resgate português. Otimismo nas previsões e impacto das medidas orçamentais subestimado são apenas dois dos principais problemas

O Independent Evaluation Office (IEO), um órgão independente do Fundo Monetário Internacional (FMI) que faz avaliações das suas políticas, produziu um relatório sobre os programas conduzidos na zona euro durante a crise da dívida pública. Foram avaliadas intervenções na Grécia, Irlanda e em Portugal.

E as conclusões, em geral, são críticas para a atuação do Fundo, nomeadamente sobre a qualidade das projeções macroeconómicas, as estimativas dos impactos da consolidação orçamental e até a forma de lidar com a necessidade de tratar da questão quase tabu da restruturação da dívida pública. Claro que houve dados positivos e Portugal até nem é o caso mais grave perante uma Grécia ainda em sérias dificuldades.

O IEO reconhece alguns erros gerais na gestão que o FMI fez da crise e também alguns problemas específicos para cada país. O Expresso leu os documentos e compilou os principais 5 falhanços em Portugal.

1. Previsões económicas excessivamente otimistas

É uma das críticas clássicas ao programa da troika em Portugal. Basta olhar de relance para os números avançados em maio de 2011 para detetar uma enorme divergência.

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  • Organismo do FMI reconhece erros no resgate português

    Relatório do Independent Evaluation Office, um órgão independente do FMI que avalia os seus programas, reconhece vários erros nos resgates na zona euro. Em Portugal, entre outras coisas, houve excesso de otimismo nas previsões e erros nas estimativas para os impactos orçamentais