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Este homem vai andar os próximos três anos a traduzir a mais completa "Bíblia" jamais publicada em português

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DESAFIO Depois de Homero, Frederico Lourenço está a traduzir, do grego, a “Bíblia”

FOTO PAULO CUNHA

Depois de traduzir a “Odisseia” e a “Ilíada”, de Homero, Frederico Lourenço assume um desafio ainda maior: a tradução da “Bíblia” grega, a mais completa jamais publicada em português. São 80 livros, organizados em seis volumes, que só estarão completos em 2019. O primeiro tomo, com os quatros Evangelhos, chega às livrarias em Setembro, com chancela da Quetzal

Esta manhã, na apresentação pública da nova tradução da “Bíblia”, Francisco José Viegas, editor da Quetzal, não escondia um enorme sorriso de felicidade. “Em 1450, Johannes Gutenberg inventou os tipos móveis para editar a ‘Bíblia’ e esse trabalho, que durou cinco anos, mudou a história do livro e da leitura. Qualquer editor sonha replicar esse gesto.” E para que tal acontecesse, Viegas contou com o “gigantesco” trabalho de um “só homem”: Frederico Lourenço, que volta a traduzir uma obra essencial a partir do grego antigo, depois dos textos clássicos de Homero, a “Odisseia” e a “Ilíada” (editadas pela Cotovia). “Esta aventura é uma espécie de milagre e o Frederico Lourenço, sem o qual nada disto seria possível, é o alquimista desse milagre”, afirmou Viegas. “Estamos diante de alguém capaz de transformar um sopro num relâmpago.”

É então sob o signo de Gutenberg, ou da sua herança, que se anuncia aquela que promete ser a versão mais completa da “Bíblia” alguma vez editada na nossa língua. Feita a partir da “Bíblia” grega, ou “Bíblia dos Setenta” (“Septuaginta”), inclui os 27 livros do ‘Novo Testamento’ (iguais em todas as Bíblias) e 53 livros do ‘Antigo Testamento’ – mais sete do que os abrangidos pelo cânone católico, e mais 14 do que os das edições protestantes. Entre os livros que não costumam ser traduzidos estão os “Salmos de Salomão”, o “Livro de Susana”, e a “Epístola de Jeremías”.

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