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Caixa Geral de Interrogações

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FOTO LUIS BARRA

Comissão Parlamentar de Inquérito à Caixa Geral de Depósitos arranca esta quarta-feira com a audição do presidente cessante, José de Matos, e em clima de alta tensão. As contas do banco público desde 2000 vão ser passadas a pente fino, para escrutinar os créditos tóxicos, apontar responsabilidades e saber porque precisa afinal a CGD de uma injeção de capital tão elevada

Como é que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) chegou ao ponto de precisar de uma injeção de capital que poderá situar-se entre os €2 mil milhões e os €5 mil milhões? O que correu mal? Foram apenas as centenas de milhões de euros de créditos, com garantias frágeis, que acabaram por não ser pagos? Quem foram os responsáveis? São algumas das questões que vão estar em pano de fundo durante toda a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à CGD, que arranca esta quarta-feira.

Será José de Matos, o presidente demissionário da Caixa, a estrear a nova CPI, uma Comissão que se prevê polémica e se teme possa fragilizar o banco público, numa altura em que se aguarda pela autorização da Comissão Europeia para uma recapitalização dura de negociar. O Banco Central Europeu (BCE), conforme noticiou o Expresso este fim de semana, já fez saber que os €5.100 milhões pretendidos pelo futuro presidente, António Domingues, no âmbito de um plano feito em conjunto com a Mckinsey, são acima das reais necessidades da Caixa. E a Direção Geral da Concorrência Europeia (DG COMP), que tem os concorrentes da Caixa de olhos postos nesta operação, tem dito que não autorizará uma recapitalização que não respeite as leis do mercado.

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