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Ataque a igreja francesa pode ser o início de uma guerra religiosa? Padres portugueses não têm certezas

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FOTO GETTY

Morte do padre francês Jacques Hamel por dois atacantes do Daesh causa preocupação entre o clero português

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Os ataques terroristas do Daesh na Europa já tinham atingido civis, polícias e militares mas nunca um padre. Esta terça-feira de manhã em Etienne-du-Rouvray, uma pacata vila da Normandia (França), dois homens barricaram-se na igreja local e acabaram por matar Jacques Hamel, pároco de 84 anos. Uma freira chegou a ser sequestrada, mas foi logo libertada. A 1700 quilómetros de distância, três padres portugueses consideram o crime “grave” e “preocupante” e temem que se abra uma nova etapa no terror islamita.

Para José Tolentino Mendonça, sacerdote e teólogo madeirense, trata-se “de uma situação nova” na Europa. Mas recorda que em África e na Ásia registaram-se já casos semelhantes ao da Normandia: “Este ataque é um momento pontual na escalada de violência na Europa ou representa a entrada num novo território de atuação terrorista?”. A interrogação ainda não tem uma resposta cabal mas o professor da Universidade Católica Portuguesa salienta que o que menos interessa à Europa neste momento é uma guerra de configuração religiosa.

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