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Jogo de culpas: há um crescente nervosismo na Alemanha

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Getty

De um lado há um discurso de diferenciação: há que separar completamente os quatro ataques da última semana da política governamental de refugiados. Do outro há um discurso de culpabilização: os ataques são culpa dos refugiados e Merkel é a culpada por tê-los deixado entrar. Há um crescente nervosismo na Alemanha – admitido mesmo pelos defensores de Merkel

Apesar de poucas ou nenhumas ligações a grupos terroristas e apesar da ausência de motivos políticos em qualquer dos quatro ataques de que a Alemanha foi alvo na última semana, o bode expiatório é em última instância ela, a “mamã Merkel”, que abriu as portas a mais de um milhão de pessoas no último ano e meio. “Existe um crescente nervosismo entre o nosso povo, mas é preciso diferenciar”, sublinhava esta à BBC Stephan Mayer, deputado da União Social-Cristã, o partido-irmão da CDU de Merkel na Baviera, que integra o comité de assuntos domésticos do parlamento. “Os eventos de sexta-feira não têm nada que ver com a nossa política de refugiados. É completamente errado culpar Angela Merkel e as suas políticas de refugiados por causa deste incidente.”

Há quem o faça, a começar pelo AfD. No rescaldo do tiroteio em Munique, André Poggenburg, estrela em ascensão no partido de extrema-direita, disparou no Twitter contra todos os que apoiam a integração de refugiados, citando o “nojo pelos Merkelites e pelos idiotas de esquerda que têm responsabilidade” nestes ataques e fazendo um agradecimento irónico à CDU da chanceler por lançar “o terrorismo na Alemanha e na Europa”.

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