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Hillary mostra a sua raça

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A DUPLA PRESIDENCIAL Hillary Clinton e Tim Kaine, na altura em que a candidata apresentou o senador como o seu vice, no dia 23 de julho, em Miami

FOTO REUTERS

Depois do primeiro Presidente norte-americano negro, a primeira mulher Presidente? A convenção nacional do Partido Democrata começa esta segunda-feira a apresentar Hillary Clinton como candidata. Com Bernie Sanders a abrir

Luís M. Faria

Jornalista

Começa esta segunda-feira noite em Filadélfia a convenção nacional do Partido Democrata. Ao contrário da do Partido Republicano, realizada na semana passada em Cleveland, na dos democratas abundam os nomes sonantes. Só ex-presidentes haverá pelo menos dois: Bill Clinton, marido da agora candidata, e Barack Obama, o atual chefe de Estado (Trump não teve nenhum, pois os ex-presidentes Bush já anunciaram que não o apoiam). Clinton, Obama e Michelle Obama vão discursar em horário nobre, e também é possível uma mensagem de outro ex-presidente democrata, Jimmy Carter, no seu caso através de ligação vídeo, se ele repetir o que fez em convenções anteriores. Já a ausência do ex-vice presidente Al Gore parecia certa, por motivos não explicados.

Além dos ex-presidentes e vice-presidentes, vão aparecer celebridades da política, dos negócios e do espetáculo, muitas das quais mulheres, ou não fosse a candidatura de Hillary Clinton um marco histórico. É a primeira vez que um dos principais partidos norte-americanos apresenta como candidato às eleições presidenciais uma mulher. Dado o longo cadastro de misoginia do seu opositor republicano, Donald Trump – o qual ainda esta semana defendeu o chefe de uma cadeia televisiva que foi acusado de assédio sexual e teve de se demitir; segundo Trump, "ele fez muito por essas mulheres", e a sua demissão é injusta – prevê-se que a campanha agora formalmente lançada venha a ter momentos feios. Como Hillary não é pessoa para ficar em silêncio quando a atacam e tem a ajuda de pessoas ainda mais agressivas do que ela, incluindo a senadora ativista Elizabeth Warren, esperam-se confrontos diários na televisão e no Twitter, um meio onde Trump é exímio.

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