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Tenham medo, tenham medo, tenham medo, tenham medo, tenham medo

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FOTO GETTY IMAGES

É o que Trump acaba de dizer aos americanos. Mas também lhes indicou uma solução, a única: “Eu sou a vossa voz”. Um discurso apocalíptico

Luís M. Faria

Jornalista

A América encontra-se sob ataque. Acordos de comércio livre mal negociados deram toda a vantagem a outros países e custaram milhões de empregos a esforçados norte-americanos. Criminosos violentos deixados à solta por Obama transformam as cidades em campos de batalha. O terrorismo entra no país à conta de uma suposta solidariedade com refugiados que deviam ter ficado no país deles. Para resolver essas e outros problemas, requer-se um líder a sério, alguém que conheça perfeitamente o sistema e tenha a determinação suficiente para o transformar. Mais: alguém com uma história pessoal de sucesso capaz de dar todas as garantias de liderança necessárias. Os Estados Unidos só têm uma pessoa assim. Chama-se Donald John Trump.

Eis a súmula do discurso feito quinta-feira à noite por Donald Trump em Cleveland, Ohio. Na noite final da Convenção Republicana, o candidato presidencial tinha de desfazer a imagem negativa criada nos dias anteriores pelo discurso da sua mulher (que plagiou um discurso feito por Michelle Obama em 2008) e o do senador Ted Cruz (que recusou declarar o seu apoio a Trump). O próprio Trump tinha piorado as coisas há dias quando deu uma entrevista na qual afirmou, bizarramente, que com ele na presidência a NATO não defenderia alguns países-membros caso eles não tivessem as suas contribuições para a organização em dia – mesmo no caso de a Rússia os invadir. A sua campanha ainda tentou negar que ele dissera isso, mas o jornal tinha a gravação e Trump rapidamente se desdisse.

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