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“É fabuloso conseguir por aqueles homens, grandes e tatuados, que cometeram crimes, a chorar e a apreciar poesia”

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POESIA Filipe Lopes anda pelo país a ler poesia a reclusos com o projeto A poesia Não Tem Grades

ILUSTRAÇÃO BERNARDO MENDONÇA

Esta é a história de Filipe Lopes, um homem que escapou ao lado marginal da vida por um poema de Baudelaire. Este é o testemunho de um contador de histórias que anda há 13 anos a levar a palavra dos poetas às prisões de norte a sul do país com o projeto A Poesia Não Tem Grades. Porque acredita que a poesia liberta e nos pode tornar melhores pessoas

O que resta quando nos tiram tudo? O que nos salva quando o mundo parece estar todo contra nós? Todos os dias erramos. Errar é humano e até necessário para sabermos acertar. Mas há erros maiores (piores) que se pagam caro. E que, por vezes, levantam grades e muros para nos redimirmos do mal. Ou do deslize. O que resta quando nos tiram tudo? Talvez a palavra. Talvez a poesia. Talvez a chegada de alguém que nos ouve e nos ampara. Pode a poesia salvar-nos?

Filipe Lopes, 40 anos, acredita nisso. Ele que é contador de histórias serve sonho e poesia em doses generosas a quem tem fome de liberdade, de amor, de horizonte, de esperança e redenção. Há 13 anos que Filipe faz magia. Tira poemas da cartola e leva-os às prisões no projeto “A Poesia Não Tem Grades”. A leitura é a sua forma de viver — entre bibliotecas, escolas, hospitais e prisões. A poesia, uma forma de olhar e interpretar o mundo.

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