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PT, PT, PT. A curva apertada que o caso Sócrates está a fazer

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Rui Duarte Silva

Uma segunda vaga de buscas feita pela equipa da Operação Marquês no intervalo de poucos dias não deixa margem para dúvidas. O Ministério Público suspeita cada vez mais que o ex-primeiro-ministro José Sócrates poderá ter sido corrompido pelo grupo Espírito Santo para alterar as regras do jogo num ou em vários negócios da Portugal Telecom

A invasão de polícias e inspetores tributários às instalações onde fica a sede da Caixa BI, na rua Barata Salgueiro, em Lisboa, mesmo ao lado da Cinemateca Portuguesa, e aos escritórios do Haitong Bank, antigo BESI, duas ruas ao lado, veio carimbar esta quinta-feira a nova narrativa que tomou conta da Operação Marquês. Os dois bancos de investimento assessoraram a operação de venda da operadora Vivo pela Portugal Telecom em 2010 e é por isso que as buscas aconteceram, com a Procuradoria-Geral da República a fazer questão de deixar claro, num comunicado, que não está em causa nenhuma “responsabilidade das referidas entidades”, mas apenas “a recolha de elementos de prova relativos a serviços prestados pela Caixa BI e pelo antigo BESI a um cliente”.

Sem referir o nome desse cliente, a nota divulgada pelo gabinete da procuradora-geral Joana Marques Vidal não deixa margens para dúvidas de que se trata da PT, quando completa agora uma semana sobre as buscas às casas de Zeinal Bava, de Henrique Granadeiro e à sede da própria Portugal Telecom, precisamente no âmbito da Operação Marquês. As peças mudaram de posição e agora estão rapidamente em movimento.

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  • Autoridades fazem buscas no banco de investimento da CGD e no ex-BESI

    Operação decorreu nas instalações do Caixa BI, banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa. Houve também buscas na Haitong (ex-BESI). Trata-se de uma investigação no âmbito da Operação Marquês e estará relacionada com a PT, nomeadamente a OPA da Sonae e o negócio da Oi. PGR confirma buscas