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O conselho do ex-diretor da CIA aos amigos europeus: não entrem em pânico com Trump

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FOTO GETTY

No dia em que a convenção republicana confirmou a nomeação de Donald Trump como candidato do partido às presidenciais de 8 de novembro, o Expresso entrevistou o general Michael Hayden, antigo diretor da CIA e da NSA. Cheio de saudades de George W. Bush, crítico de Barack Obama, o superespião norte-americano arrasa Trump e a sua visão da guerra contra o terrorismo - mas diz à Europa que não há motivo para pânico

Donald Trump defende o regresso do waterboaring (simulação de afogamento) contra suspeitos de terrorismo. Para que tal acontecesse, você diz que Trump teria de trazer o seu próprio balde, o que é estranho, pois durante anos o senhor recusou denunciar aquele método de tortura.
Não renego a minha passagem pela CIA. No passado, aplicámos waterboarding a três indivíduos e não pedimos desculpa por isso. Os funcionários em causa fizeram-no de boa-fé. A razão pela qual digo que Trump teria de trazer o seu próprio balde para as sessões de waterboarding é porque, entretanto, o Congresso tornou ilegal tal prática. Por último, os funcionários nunca aceitariam recorrer ao waterboarding porque, no passado, fizeram-no e depois a Administração Obama, através do Departamento de Justiça, abriu uma investigação. Eles sentiram-se traídos.

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