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Começou realmente uma nova era? Mais ou menos

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FOTO GETTY

Há precisamente um ano, Estados Unidos e Cuba deram um passo que foi considerado o mais forte e histórico da retomada de relações diplomáticas depois de 54 anos de divórcio, reabrindo as suas embaixadas em Havana e Washington. É improvável que os sucessos já alcançados sejam anulados por quem quer que substitua Barack Obama ou Raúl Castro, mas isso não esconde o facto de que ainda faltam alguns anos para encurtar uma distância que só é pequena fisicamente (como ir de Lisboa a Coimbra mas pelo mar)

Quando passava um minuto da meia-noite de 20 de julho de 2015, a bandeira cubana foi hasteada no átrio do Departamento de Estado em Washington. Poucos testemunharam esse momento, mas a imagem do tecido com listas azuis e brancas e um triângulo vermelho ocupado por uma estrela branca a dançar ao vento, ao lado das bandeiras das outras nações com as quais os EUA mantêm relações diplomáticas, tornou-se simbólica — quase tanto como o cumprimento que Barack Obama e Raúl Castro tinham trocado no funeral de Nelson Mandela em dezembro de 2013, que alimentou os primeiros rumores de que os arquirrivais se preparavam para enterrar o machado da Guerra Fria.

Essas suspeitas foram confirmadas no final de 2014, quando os dois presidentes anunciaram uma troca de prisioneiros e o início do processo formal para a retomada das relações que tinham sido cortadas em 1962 por John F. Kennedy em plena crise dos mísseis cubanos. Seis meses depois, fez esta quarta-feira um ano, a reabertura da missão diplomática de Cuba em Washington e a dos EUA em Havana foi aplaudida como o início oficial de uma nova era. Um ano depois, com uma visita de John Kerry e outra de Barack Obama à ilha caribenha pelo meio, impõe-se a pergunta: começou realmente uma nova era?

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