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Guernica e outros horrores. A última guerra romântica começou há 80 anos

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PLANEAMENTO Imagem captada durante a guerra civil de Espanha em finais dos anos 1930

A 18 de julho de 1936 o Exército de Marrocos sublevava-se contra o governo republicano e começavam três anos de guerra civil que abalaram o mundo

Foi, simultaneamente, a última guerra romântica, em que ainda se lutou por ideias, e a antecâmara do apocalipse tecnológico que viria a ser a II Guerra Mundial. Aqui se experimentaram armas e táticas, a começar pelo bombardeamento de zonas residenciais e de alvos civis, de que foi exemplo maior a destruição da cidade basca de Guernica (26 de abril de 1937) pelos aviões da Legião Condor, enviada por Hitler em apoio de Franco. Mas também se testou a combinação entre aviação e unidades blindadas, prefigurando a blitzkrieg nazi e táticas de intimidação e controlo das populações civis na retaguarda, incluindo a guerra psicológica com recurso à rádio.

Iniciada há 80 anos, parecia um pronunciamento à século XIX, com o qual os ultranacionalistas (falangistas e outros), inspiradores da direita militar corporizada em Sanjurjo e Franco, esperavam uma vitória rápida contra o governo de centro-esquerda saído das eleições de fevereiro de 1936. Contudo, na Catalunha, no País Basco, na Andaluzia e em Madrid e duma forma geral em todos os locais onde a Frente Popular (republicanos, socialistas, comunistas e independentistas bascos e catalães) ganhara as eleições, o povo resistiu, armou-se como pôde e com apoio de polícias e alguns militares conseguiu uma inesperada vitória contra os golpistas.

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