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Quem quis tramar Cavaco?

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josé caria

Cavaco Silva não inviabilizou unanimidade anti-sanções no Conselho de Estado desta segunda-feira. Pelo menos seis conselheiros nem falaram de sanções. E, com o Ecofin a decorrer, o tema nunca iria para o comunicado final. Há conselheiros indignados: “O dever de sigilo vale para o que é verdade”

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Cavaco Silva não defendeu a aplicação de sanções da Comissão Europeia a Portugal no último Conselho de Estado, nem estragou qualquer unanimidade dos conselheiros sobre o assunto. Ao que o Expresso apurou, pelo menos seis conselheiros nem sequer falaram de sanções. E um deles foi o próprio Cavaco.

A notícia que associou a intervenção do ex-Presidente da República a uma legitimação da aplicação de sanções a Portugal motivou mau estar e, ao que o Expresso apurou, há quem se sinta tentado a esclarecer publicamente que é falso que Cavaco tenha defendido as sanções. O assunto é delicado, uma vez que os conselheiros de Estado têm absoluto dever de sigilo - só o próprio Presidente da República poderá quebrá-lo, se entender ser caso para isso -, mas há quem sublinhe que “o dever de sigilo vale para o que é verdade” e o que foi posto a correr sobre a prestação do ex-Presidente da República é classificado por vários conselheiros contactados pelo Expresso como “mentira”, “pulhice”, ou “patifaria”.

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